O uso da APF passa a ter maior valor para a organização na medida em que ela
pode estabelecer relações entre o produto de sua aplicação - o tamanho
funcional - e outras grandezas com maior interesse para os objetivos de negócio
como esforço, custo ou prazo de um projeto de software. Mesmo nos casos onde a
quantidade de pontos de função em si seja o principal interesse, como quando ela
é a unidade de medição em contratos, ainda assim, conhecer esses relacionamentos
é importante. Afinal muito antes do momento em que se faz a primeira medição de
um contrato, é necessário que se faça o orçamento do objeto contratado.
Estimar o esforço para a conclusão de um projeto de software (Project
Work Effort) é fornecer um prognóstico provável da quantidade de homens-hora
para o empreendimento. Dependendo dos propósitos da organização é aceitável um
maior ou menor grau de confiança. A estimativa de esforço a partir do tamanho em
pontos de função é feita considerando a relação entre os dois e expressa
numericamente pela taxa de entrega (Project Delivery Rate):
Esforço(Hh) = Tamanho(PF) x Taxa de Entrega(Hh/PF)
Existem números disponíveis compreendendo diversas plataformas, linguagens e
tipos de aplicação, são calculados com base na contribuição de organizações de
diversos países e ramos de atividade. Uma referência deste tipo é o
International Software Benchmarking Standards Group
(ISBSG).
Se o propósito é ter uma ordem de grandeza de determinado projeto, essa
informação pode ser suficiente. Mas se a intenção é a elaboração de um plano
orçamentário ou o planjemento de um projeto, aumenta o grau de comprometimento
daquele que utiliza informações de referência cujo nível de precisão oferecido
não corresponde ao exigido. O melhor número é aquele que reflete a experiência
da própria organização, que expressa a relação verificada entre a quantidade de
pontos de função e o esforço de projetos inseridos no contexto o mais próximo
daquele que se deseja estimar.
Mesmo outras técnicas de estimativa paramétrica, como o COnstructive COst MOdel
(COCOMOII),
tem seu uso recomendado quando a precisão da estimativa requerida já é um fator
crítico, após ter os seus parâmetros calibrados às condições locais. Essa
calibragem tem como insumos os dados reais obtidos de no mínimo entre cinco e
dez projetos. A falta de calibragem nesses casos é um dos principais problemas
verificados na utilização desse tipo de modelo.
Para que sua organização possa estabelecer essa e outras relações é que existe o
Repositório de Métricas de Projeto, ou base histórica. A sua definição
deve estar associada aos objetivos estratégicos definidos para sua organização.
As métricas são coletadas com a intenção de responder se esses objetivos estão
sendo alcançados, com o propósito de dar visibilidade do estado de um projeto e
transformar a experiência individual em coletiva.
A FATTO pode ajudá-los desde a definição desse repositório, dos processos de
coleta, consolidação, análise e disseminação, utiliando técnicas como o
Goal/Question/Metric, até a sua população com a medição dos
projetos empreendidos por sua organização.
Em nosso curso de Capacitação em Análise
de Pontos de Função, o participante tem condições de inserir o ponto de
função como mais uma grandeza na gerência de projetos. Ele aprenderá quais são
as relações básicas existentes entre a quantidade de pontos de função e outras
grandezas, como esforço, prazo e custo. Podemos fechar uma turma para sua
organização ou então você pode increver-se ou a alguém de sua equipe em alguma
de nossas turmas abertas ao público. Veja o nosso
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Para saber mais sobre como a FATTO pode ajudá-lo a implantar e utilizar
efetivamente um Repositório de Métricas de Projeto, consulte o nosso serviço
de Implantação de Análise de Pontos
de Função. ou entre em contato conosco.
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