O primeiro passo é identificar claramente quais os objetivos da organização. A APF pode ser empregada com várias finalidades: estimativas de projetos de software, unidade de medição de contratos, apoio ao controle de qualidade e produtividade, benchmarking e programa de métricas.
Cada enfoque específico possui suas particularidades; entretanto existem aspectos comuns a todos eles, destacados a seguir.
1. Conquiste o apoio da direção da organização. Tenha em mente que os resultados do emprego da APF na organização nem sempre serão imediatos e que o sucesso de sua utilização dependerá de dedicação e do emprego de recursos humanos e financeiros, assim como em qualquer programa que objetive a melhoria de processos.
2. Aproveite as oportunidades já existentes na organização e que possam ter alguns objetivos comuns. Exemplos destas iniciativas são: ISO, Six-Sigma, CMM, PMI, Balanced Scorecard. Pegando carona nestas iniciativas e sabendo relacionar (e mostrar para os patrocinadores) como a APF pode contribuir com alguns de seus objetivos a aceitação fica facilitada.
3. Capacite-se. Conhecer corretamente a técnica é fundamental. É surpreendente o número de casos que presenciamos em que a APF é aplicada incorretamente, e que invariavelmente terminam em insucesso. A referência oficial da técnica é o manual do IFPUG — o CPM (Counting Practices Manual). Ações interessantes neste sentido podem ser:
- Contratar uma turma fechada de um curso para toda equipe envolvida, podendo assim adequar a carga horária ou ementa do curso com os objetivos do processo e a realidade da organização. Neste caso a FATTO costuma realizar um pacote de serviços com duração de uma semana: dois dias para ministrar o curso Capacitação em Análise de Pontos de Função e três dias para consultoria no início do processo e mentoring na aplicação da técnica em casos práticos da organização.
- Inscrever pessoas chave no processo em cursos abertos sobre a técnica de pontos de função. A FATTO ministra cursos abertos regularmente em várias cidades no Brasil, consulte o nosso calendário de cursos para mais informações.
4. Estabeleça objetivos iniciais modestos. Comece com um projeto piloto em um sistema simples. Avalie os resultados, efetue as correções necessárias, revise os objetivos e siga em frente.
5. Esteja ciente das limitações da técnica. Existem domínios de problema em que a APF não é indicada. Por exemplo, em sistemas de otimização, a técnica não é adequada para medir as partes com alta complexidade algorítmica.
6. Na dúvida, faça a analogia com o metro quadrado. Em geral, isto é suficiente para resolver a questão.
7. Busque ajuda se necessário. Uma consultoria externa pode evitar “cabeçadas desnecessárias” e agilizar o processo, trazendo experiências e ajudando a corrigir rumos.
8. Não compare laranjas com bananas. As comparações devem ser feitas apenas entre projetos que tenham similaridades (processo de desenvolvimento, plataforma tecnológica, área de negócio, etc).






