Foi criada recentemente a pasta http://br.groups.yahoo.com/group/livro-apf/files/Citacoes/ no grupo de leitores do livro de APF, reunindo vários trabalhos acadêmicos (monografias, teses, artigos, etc) que citam o livro nas referências bibliográficas. Não é ainda uma lista completa de todos os trabalhos produzidos sobre APF recentemente, mas é um ponto de partida interessante para quem se interessa em pesquisar sobre o assunto. Para acessar a pasta é necessário ser associado ao grupo, esta é uma restrição do serviço oferecido pelo Yahoo!Grupos. Porém a associação é gratuita e fácil de ser realizada. Basta clicar no link da pasta e seguir as instruções. Caso você queira colaborar conosco sugerindo trabalhos para serem acrescentados a esta lista, basta responder a esta mensagem. Sua ajuda será muito bem-vinda!
3. RESULTADO DO SORTEIO DO LIVRO ANÁLISE DE PONTOS DE FUNÇÃO
O sorteado desta vez foi Maurício Dias de Carvalho de Taguatinga-DF. O próximo sorteio será no
dia 10 de abril. Para quem ainda não se cadastrou e deseja concorrer, acesse
http://www.fattocs.com.br/sorteio.asp.
Para AUMENTAR SUAS CHANCES no sorteio basta indicar seus amigos!
Caso o seu indicado seja sorteado você também ganhará um livro.
Para isto basta que ele informe no campo "Como ficou sabendo do nosso site?" do formulário do sorteio o seu e-mail ou nome completo.
Quanto mais pessoas você indicar, mais chances você tem de ganhar! Para indicar seus amigos, acesse:
http://www.fattocs.com.br/indique.asp.
O IFPUG autorizou a primeira realização do exame CSMS (Certified Software Measurement Specialist) no Brasil, em português, no domingo, 28 de junho de 2009.
Esta certificação, criada em 2004, é voltada para os profissionais que trabalham na área de medição de software. Há turmas previstas para as cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. Este exame ainda não é automatizado, a prova é feita em papel, com correção manual, sendo o resultado enviado para o participante em até 6 semanas. O custo para participação no exame é de US$250 para os filiados ao IFPUG e de US$500 para os não filiados, sendo que ainda há um custo de R$150,00 para custeio da organização do exame no Brasil (locação de salas, deslocamento de responsáveis pela administração do exame).
O exame cobre vários tópicos, sendo que há uma distribuição da quantidade de questões proporcional à importância do assunto para a certificação. São eles:
O conhecimento sobre APF não é exigido no exame CSMS. O IFPUG disponibiliza uma lista de referências bibliográficas para o corpo de conhecimento exigido no exame, na página http://www.ifpug.org/certification/bokstudy.htm.
A certificação CSMS possui três níveis (ouro, prata e bronze). A aprovação no exame qualifica o participante como CSMS nível bronze. Para alcançar os níveis prata ou ouro, o participante deve comprovar créditos através da realização de atividades nos últimos 3 anos nas seguintes categorias (mínimo de 600 créditos para nível prata em pelo menos 3 categorias e de 750 créditos para nível ouro em pelo menos 4 categorias):
Experiência Profissional (máximo de 400 créditos): envolvimento na implantação de ferramentas e processos de um programa de medição de software. Cada uma das seguintes atividades de um programa de medição valem 20 créditos: planejar, projetar, implementar, sustentar, administrar, avaliar. A análise vale 80 créditos e relato de resultados vale 40 créditos. A mentoria vale 1 crédito por hora.
Educação (máximo de 250 créditos): participação em cursos, congressos, seminários e outras formas de capacitação relativos a técnicas ou processos reconhecidos pelo mercado afins ao programa CSMS computam 1 crédito por cada hora de treinamento (acumulado em múltiplos de 4 horas). Cursos e conferências do IFPUG computam os créditos em dobro. Outras certificações profissionais (CFPS, PMP, SEI, IEEE, QAI, etc) computam 50 créditos.
Participação Profissional (máximo de 150 créditos): participação e contribuição para a indústria de medição de software computam 1 crédito por hora dedicada (acumulado em múltiplos de 4 horas) a grupos de trabalho afins. Participação em grupos de trabalho e comitês do IFPUG e seus chapters (BFPUG incluso) computam os pontos em dobro.
Publicações sobre Medição de Software (máximo de 100 créditos): contribuição na publicação de trabalhos afins à medição de software. A contribuição contempla: autoria, revisão técnica, edição técnica e tradução de trabalhos escritos. É considerada nesta categoria também a elaboração do próprio exame CSMS. Neste caso computa-se 20 créditos para cada atividade de autoria, revisão e edição. Para a tradução do exame computa-se 40 créditos. A tradução de um livro vale 80 créditos e a tradução de um artigo 20 créditos. Escrever vale: 80 créditos para um livro, 40 créditos para um artigo avaliado (aquele avaliado por um especialista e publicado em uma mídia com direito autoral reservado) e 20 créditos para um artigo não avaliado. O trabalho de revisão técnica vale 30 créditos para um livro e 20 créditos para um artigo avaliado. Para edição técnica vale 20 e 10 créditos, respectivamente.
Ensino (máximo de 100 créditos): atividades de ensino afins à certificação CSMS computam (em múltiplos de 4 horas): 8 créditos por dia de curso para o autor e 24 créditos por dia de curso para o instrutor. A apresentação de um trabalho em congresso vale 5 créditos (se apresentado no IFPUG, a pontuação dobra).
Há ainda a exigência mínima de 40 créditos para que uma categoria seja considerada no total de créditos do participante.
O exame é dividido em duas seções: Definições e Conhecimentos Gerais, e Pequenos Problemas, com duração de 90 minutos, sendo todas as 75 questões com respostas de múltipla escolha. É permitido ao participante levar calculadora (simples, não programável) e cartões de referência. Todo o material entregue durante o exame (caderno de questões, folha de resposta e rascunhos) deve ser devolvido ao final do exame. Não há divulgação do gabarito de respostas das questões do exame. Qualquer observação feita pelo participante na folha de resposta será considerado na correção (por exemplo, alguma questão com possível erro).
Para ser aprovado, é necessário obter uma taxa de acerto mínima de 80% das questões. A validade da certificação é de 3 anos.
Os interessados em prestar o exame podem ajudar a organização do exame no Brasil, a cargo do BFPUG, enviando e-mail para bfpug@yahoo.com informando em qual cidade pretendem fazer o exame. Isto ajudará a dimensionar corretamente a logística a ser providenciada.
PERGUNTA E RESPOSTA
P.: O que é backfiring?
R.: Esse método consiste em derivar o número de pontos de função da aplicação a partir de seu tamanho físico, medido em linhas de código (LOC), utilizando um fator de conversão constante dependente da linguagem de programação. A idéia possui bastante apelo, uma vez que a contagem de linhas de código pode ser feita através de ferramentas automáticas e consequentemente o número de pontos de função poderia ser derivado de imediato. Por exemplo, utilizando um fator de conversão de 80 LOC/PF para Java e tendo uma aplicação escrita com 8.000 linhas de código Java, chega-se a 1.000 pontos de função para essa mesma aplicação.
Entretanto, frequentemente, esta técnica apresenta erros consideráveis quando confrontada com uma contagem manual dos pontos de função de uma aplicação. Isto porque assume uma relação linear entre tamanho funcional (em pontos de função) e o tamanho físico do programa (em linhas de código), que são grandezas distintas. Outros aspecto é que não há consenso nas diferentes organizações que publicam estas relações. Os números apresentados podem divergir em até 100%! Quando se tem um cenário de sistema desenvolvido com um mix de linguagens de programação, a questão se complica mais ainda. A tabela seguinte apresenta um exemplo dessas variações para a linguagem COBOL.
Algumas das razões para explicar essa variação tão grande são: premissas distintas na definição do que é uma linha de código e bases de projetos com características muitos distintas. Daí a necessidade de calibrar esse fator de conversão para a realidade dos projetos desenvolvidos pela própria organização. Entretanto, para efetuar essa calibração, deve haver uma amostra representativa de projetos desenvolvidos pela organização em determinada linguagem e um profissional experiente e capacitado para saber interpretar os resultados e entender as razões de possíveis distorções para esse fator de conversão.
Devido a esses fatores, aplicar backfiring para obter um tamanho em pontos de função a partir de linhas de código é uma técnica arriscada e sujeita a uma grande margem de erro. Daí, o próprio IFPUG ressalta no seu FAQ, que ela até pode ser usada (com muita cautela) em sistemas legados, em que uma contagem manual de pontos é inviável na prática e a precisão não seja um fator crítico. Alguns profissionais advogam que backfiring é uma maneira rápida e barata de obter o tamanho em pontos de função do portfolio de aplicações de uma organização. Outros argumentam que o barato sai caro; é melhor investir na contagem manual dos pontos de função e ter confiabilidade desses dados, com compensação no longo prazo.
Por outro lado, muitos modelos de estimativa de software, como o COCOMO II, utilizam como dado primário de entrada de seu processo o tamanho em linhas de código. Nesses casos é muito comum realizar o inverso: obter o número de linhas de código a partir do tamanho em pontos de função. Isso porque nas fases iniciais de um projeto de software é mais fácil estimar ou medir o seu tamanho em pontos de função do que em linhas de código. Mesmo nesse caso, as considerações anteriores sobre backfiring continuam válidas.