BOLETIM INFORMATIVO DA FATTO CONSULTORIA E SISTEMAS - JULHO DE 2005



EVENTOS E NOTÍCIAS

1. CALENDÁRIO DE CURSOS ABERTOS DA FATTO

Consulte na página principal do site da FATTO o calendário dos cursos programados para o ano de 2005.

Os cursos programados são:

- Capacitação em APF: BRASÍLIA, 22 e 23 de agosto;

- Capacitação em APF: SÃO PAULO, 05 e 12 de novembro;

Detalhes em http://www.fattoCS.com.br/.



LITERATURA RECOMENDADA

Applied Statistics for Software Managers
(Katrina D. Maxwell)


Qual o significado de uma taxa de entrega média de 16 H/PF? Como avaliar quais variáveis independentes podem afetar a relação entre tamanho e custo? Como avaliar um modelo de estimativas no desenvolvimento ou manutenção de software? Qual a relevância do desvio padrão observado em várias amostragens de dados de tamanho, custo e esforço? Respostas a perguntas como esta são encontradas neste livro. Ele fornece os conceitos básicos de estatística aplicados no domínio da engenharia de software. Todo o livro é seguido de exemplos com casos práticos extraídos de projetos reais, o que auxilia na compreenssão da teoria matemática necessária à composição dos modelos. Não é um livro superficial e de leitura simples, requer estudo e é recomendável àqueles que desejam um conhecimento mais profundo sobre modelos estatísticos.


ARTIGO

1. OUTSOURCED SOFTWARE DEVELOPMENT PRODUCTIVITY

Neste artigo, o autor analisa a hipótese da produtividade dos projetos de software desenvolvidos externamente (terceirizados) ser maior que a de projetos desenvolvidos internamente na organização.

Usando uma amostra de 1.085 projetos de software da base de dados do ISBSG, e fazendo uma análise estatística dos dados, o autor conclui que não há diferença de produtividade entre projetos internos e projetos terceirizados. Deve-se ressaltar no entanto que a representatividade da amostra não permite generalizar este resultado, uma vez que segundo o próprio ISBSG, os projetos da sua base representam os projetos mais produtivos do mercado e não a sua média.

Ou seja, para organizações (sejam clientes ou fornecedores) que possuem o mesmo nível de maturidade no desenvolvimento de software a produtividade será similar. Daí, em relação à redução de custos com a terceirização, isto só ocorrerá pela diferença do valor da mão de obra ou por razões fiscais. Em relação ao prazo de entrega dos projetos, pode-se esperar pouco (ou nenhum) ganho.

Disponível em http://www.isbsg.org/html/outsourced%20software%20development%20productivity%20-%20real%20carbonneau.doc.



PRÁTICAS DE CONTAGEM

P.: Como contar pontos de função de um Data Warehouse?

R.: Até o momento, o IFPUG não publicou nenhum documento com diretrizes ou estudo de caso de contagem de pontos de função de sistemas Data Warehouse. Pelas particularidades deste tipo de sistema e pela falta de referências que possam ajudar, muitos sentem dificuldade em fazer a contagem de pontos de função. Aproveitamos esta edição do boletim para trazer algumas dicas de contagem para esta situação. Estas dicas são orientações gerais, não regras de contagem. Esteja ciente também que a produtividade para sistemas deste tipo será distinta dos sistemas tradicionais. Veja:

- A parte cadastral do sistema (se houver) pode ser contada sem dificuldade, conforme o CPM aborda.

- Os processos de carga de dados (ETL - Extract, Transform e Load) serão contados como entradas externas. Tipicamente, uma EE para cada entidade do Data Warehouse; ressaltando que a entrada externa compreenderá todo o processo de extração, transformação e carga dos dados.

- Atenção especial deve ser dada para não se contar tabelas temporárias como arquivos lógicos internos.

- Os requisitos de armazenamento deste tipo de sistema exigem uma modelagem multidimensional dos dados, sendo mais comum os modelos estrela e floco de neve. Neste caso, cada tabela fato e suas dimensões devem ser contadas como um ALI; sendo os tipos de registro dado pela quantidade de dimensões mais a tabela fato.

- As consultas possuem enorme flexibilidade, permitindo ao usuário uma série de operações como: drill-down, roll-up, drill-across, drill-trough, slice and dice. Contar todas as possibilidades de consultas dinâmicas como processos elementares seria impraticável. Uma abordagem mais plausível é contar uma CE ou SE para cada hierarquia de cada dimensão existente.

Referências:
http://www.totalmetrics.com/cms/servlet/main2?Subject=Content&ID=198
http://www.ifpug.org/discus/messages/1751/5647.html
http://www.dpo.it/english/resources/papers/2001-fesma-fpdw-en.pdf
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Este informativo pode ser lido também através do link http://www.fattocs.com.br/bif2005-07.asp


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