2. RESULTADO DO SORTEIO DO LIVRO ANÁLISE DE PONTOS DE FUNÇÃO
O sorteado desta vez foi Alessandro Meneghelli Coutinho de São Paulo - SP. O
próximo sorteio será no dia 01 de agosto. Para quem ainda não se
cadastrou e deseja concorrer, basta cadastrar-se no site
http://www.fattoCS.com.br/
3. EXAME CFPS NO BRASIL
O recente exame realizado no Brasil no dia 25 de junho nas cidades de Brasília,
São Paulo e Rio de Janeiro teve um total de 62 participantes. O próximo exame
deve ocorrer em dezembro deste ano.
Software Cost Estimation with Cocomo II
(Barry W.Boehm, et al)
O COnstructive COst MOdel fornece estimativas de esforço, custo e equipe
para o desenvolvimento e manutenção de sistemas. Originalmente desenvolvido
em 1981 - publicado no livro Software Engineering Economics - o modelo
sofreu uma série de atualizações para adequar-se melhor aos novos processos
de desenvolvimento, diferentes do modelo tradicional em cascata; melhorar as
definições de suas entradas, saídas e premissas; e principalmente permitir a
fácil calibração do modelo a um contexto específico. Neste novo modelo, o
impacto da reutilização de código, utilização de componentes e reengenharia
é considerado e é fornecida orientação em como traduzir este impacto em
termos do tamanho. Ele - o tamanho - pode ser informado não só em termos de
Linhas de Código (é fornecida a orientação para a sua contagem consistente),
mas também em termos de pontos de função. Esse livro descreve o resultado
desta evolução no COCOMO II. O modelo é especializado para atender às
necessidades comumente encontradas nas fases iniciais do ciclo de vida. No
RUP, estas fases podem ser a concepção ou elaboração e no modelo em cascata
elas seriam a análise de requisitos e o projeto preliminar. A especialização
do modelo para estas fases é chamada Early Design Model. De forma análoga, é
explicado o Post-Architecture Model mais adequado às fases mais avançadas do
ciclo de vida. O livro é a referência completa sobre o assunto. Ele vem
acompanhado de informação complementar em mídia com apresentações, material
de referência e links para páginas na internet, além de software com a
implementação do modelo.
PERGUNTA E RESPOSTA
P.: Qual o preço de um ponto de função?
R.:
Uma comparação muito comum de ponto de função é com o metro quadrado da construção
civil. Ao se perguntar o preço do metro quadrado a um corretor de imóveis, certamente
ele fornecerá não um, mas vários preços: de acordo com a região, tipo de acabamento,
infra-estrutura adicional do imóvel, etc.
Com ponto de função a situação é bem parecida. O preço irá variar de acordo com o
trabalho requerido para a construção de um ponto de função e dos subprodutos a serem
também entregues.
Por exemplo, ao se contratar uma empresa apenas para o trabalho de codificação e testes
de unidade de um sistema espera-se que o preço do ponto de função seja inferior ao caso
da contratação da mesma empresa para a realização de todo o ciclo de desenvolvimento do
sistema.
Ou ainda, o preço do ponto de função para a entrega apenas do software certamente é
inferior ao preço do ponto de função onde, além do software, devem ser entregues vários
documentos (subprodutos) como: modelo UML, manual de usuário, ajuda on-line, etc.
É também bastante comum no mercado a diferenciação do preço do ponto de função de acordo
com a plataforma tecnológica (mainframe, internet, cliente-servidor, etc).
Deve-se destacar também que pode haver diferenciação de preço do ponto de função em
projetos de melhoria para funcionalidades novas, alteradas e excluídas.
Em resumo, não existe um preço único para ponto de função. Deve-se avaliar o conjunto
de atividades relativas à entrega das funcionalidades medidas em pontos de
função, o modelo de contrato que ditará a remuneração de um ponto de função e também os
aspectos não funcionais que são desconsiderados na medição dos pontos de função.
Um exercício recomendado é a "engenharia reversa" do preço do ponto de função.
Para projetos já concluídos uma informação certamente disponível é o quanto se pagou
ou se cobrou por cada projeto e quais atividades estavam compreendidas. Provavelmente
não estará disponível o tamanho funcional deste projeto. Porém ele pode ser obtido,
com pouco custo, a partir de uma contagem ou estimativa de seus pontos de função.
Tendo o preço do projeto e o seu tamanho em pontos de função, obtém-se o seu preço
por ponto de função.
PRÁTICAS DE CONTAGEM
P.: Em uma tela para inclusão de dados existem várias validações como:
dígito verificador de CPF/CNPJ, existência do CEP, valor mínimo para a efetivação
da transação, etc. Essas lógicas de validação são contadas pela APF?
R.: Para contar essas validações como funções tipo transação (EE/SE/CE),
deve-se prestar muita atenção para saber se atendem às definições de processo
elementar: a menor unidade de atividade significativa para o usuário, completa em
si mesma e deixar a aplicação em um estado consistente.
O mais comum é que as validações sejam parte do processo elementar de inclusão de
dados, não sendo contadas como transações independentes.
Isso implica dizer que essas validações não contribuem para o tamanho em pontos de
função de um sistema?
Se considerarmos o fator de ajuste, não. Pois há uma característica geral de sistema
que pondera isto; a Complexidade de Processamento.
Se desconsiderarmos o fator de ajuste; a influência destas validações pode ocorrer
indiretamente, mas de maneira limitada, para o tamanho em pontos de função não ajustados.
Isto pode ocorrer caso a validação faça referência a algum arquivo lógico, e
consequentemente afete a complexidade da transação na qual está inserida.