BOLETIM INFORMATIVO DA FATTO CONSULTORIA E SISTEMAS - DEZEMBRO DE 2004



EVENTOS E NOTÍCIAS

1. CALENDÁRIO DE CURSOS DA FATTO

Consulte na página principal do site da FATTO o calendário dos cursos programados para o ano de 2005.

Breve serão acrescentadas novas turmas e novos cursos!

Os cursos programados são:

- Capacitação em APF: Vitória, 22 e 29 de janeiro;

- Capacitação em APF: São Paulo, 12 e 19 de março;

- Capacitação em APF: Brasília, 14 e 15 março;

- Capacitação em APF: Porto Alegre, 21 e 22 de março.

- Capacitação em APF: Porto Alegre, 27 e 28 de junho.

Detalhes em http://www.fattoCS.com.br/.



RECURSOS

1. MAPA MENTAL INTERATIVO DA ANÁLISE DE PONTOS DE FUNÇÃO

O Mind Mapping é uma técnica de estruturação não-lienar de idéias, surgida na década de 70 e cujo propósito principal é a rápida compreensão de um determinado assunto e a eficiência em sua memorização, pela organização das informações no mesmo formato em que são processadas pelo cérebro.

Está disponível no site da FATTO uma nova versão do mapa mental sobre a técnica da análise de pontos de função, que permite a navegação entre os conceitos e as etapas do processo de contagem de forma mais agradável e interativa. Para executá-lo é necessária a instalação da JRE 1.4.2.

Acesse: http://www.fattocs.com.br/freemind/apf.html.

2. MEASUREMENT: KEY CONCEPTS AND PRACTICES - CHAPTER 1

Toda organização desenvolvedora de software bem sucedida utiliza processos de medição como parte de suas atividades técnicas e gerenciais diárias. Este é o capítulo exemplo do livro "PRACTICAL SOFTWARE MEASUREMENT: OBJECTIVE INFORMATION FOR DECISION MAKERS" que discorre sobre a importância das práticas de medição.

Acesse: http://www.aw-bc.com/samplechapter/0201715163.pdf.

3. SOFTWARE QUALITY METRICS OVERVIEW - CHAPTER 4

Este é um capítulo exemplo do livro "METRICS AND MODELS IN SOFTWARE QUALITY ENGINEERING", que discute várias métricas de qualidade de sofrware, distribuídas em três grupos: qualidade do produto, qualidade do processo e qualidade da manutenção. Também são descritas as principais métricas utilizadas pela maioria dos desenvolvedores de software.

Acesse: http://www.aw-bc.com/samplechapter/0201729156.pdf.



PERGUNTA E RESPOSTA

* Questão adaptada do Function Point FAQ editado pela Total Metrics e disponível em http://www.totalmetrics.com/cms/servlet/main2?Subject=Content&ID=184.

P.: Funcionalidades de backup e recuperação de dados devem ser contadas como requerimentos de negócio do usuário?

R.: Antes de mais nada, vamos exemplificar essa questão com um cenário típico.

O setor de pagamentos de uma organização armazena todos os seus livros de registro em uma sala protegida. Como o ambiente é considerado seguro, os livros estão a salvo e não são necessárias cópias adicionais.

Por outro lado, sistemas computadorizados não são confiáveis como os processos manuais e para garantir a segurança dos dados do negócio, quase sempre fornecem recursos de backup e recuperação de dados. O backup cria uma cópia exata dos dados do negócio do usuário e a armazena em um arquivo físico separado. A restauração dos dados originais envolve a utilização dos dados do backup para a recriação dos arquivos lógicos de dados.

Nesse cenário, na perspectiva do usuário, nem os processos de backup e recuperação de dados são eventos de negócio, nem os dados copiados são grupos lógicos diferentes dos originais. Tanto os processos quanto os dados são considerados uma característica qualitativa da aplicação que garante a confiabilidade dos dados.

Dependendo da aplicação o backup dos dados de negócio do usuário pode ou não ser considerado um requerimento do negócio. Na maioria das vezes não é.

Existem casos onde o backup é uma responsabilidade do usuário, muitas vezes por questões legais. O processo manual também teria os mesmos requerimentos. Nesses casos, as funções que acessam os dados copiados geralmente são tratadas como transações do negócio e os dados como Arquivos Lógicos Internos.

Se o backup é um requerimento do negócio, deve-se tentar determinar como será a contribuição para a contagem funcional em termos de transações lógicas e arquivos, sem se deixar influenciar pelo projeto físico e questões técnicas.

Normalmente, questões de backup e recuperação são tratadas durante a avaliação das Características Gerais de Sistema.



PRÁTICAS DE CONTAGEM

P.: Em um projeto de melhoria pode haver o caso da "transformação" de funções; ou seja uma CE virar SE ou um AIE virar ALI e vice versa. Como realizar a contagem nesta situação?

R.: Vamos exemplificar esta situação. Uma aplicação pode ter um relatório, identificado até então como uma CE e que sofrerá a inclusão de um campo totalizador pelo projeto. Portanto este relatório agora deverá ser identificado como uma SE.

Ou também pode ser o caso de um AIE da aplicação que passará a ter um campo atualizável por um processo incluído ou alterado pelo projeto. Nesta situação o arquivo deve ser contado não mais como um AIE e sim um ALI.

Existem duas abordagens para contar estes casos e que terão resultados bem diferentes para o tamanho do projeto de melhoria. O manual do IFPUG não aborda explícitamente esta situação.

A primeira abordagem, a qual não recomendamos, seria contar uma funcionalidade excluída (CE) e uma nova funcionalidade incluída (SE). Neste caso o projeto de melhoria terá a contribuição de duas funções. Aplicando esta situação na fórmula do projeto de melhoria e assumindo o fator de ajuste igual a 1 e as funções de complexidade baixa, tem-se

EFP = [(ADD + CHGA + CFP) * VAFA] + (DEL * VAFB), onde:
ADD = 4 (nova SE)
CHGA = 0
CFP = 0 (não há conversão de dados)
VAFA = 1
DEL = 3 (CE excluída)
VAFB = 1

Logo o projeto de melhoria teria 7 pontos de função.

Na segunda abordagem, a qual recomendamos e que melhor apresenta uma relação entre o tamanho e o esforço, consiste em contar a função "transformada" como uma funcionalidade alterada pelo projeto de melhoria. Assim, assumindo as mesmas premissas anteriores, temos pela fórmula:

EFP = [(ADD + CHGA + CFP) * VAFA] + (DEL * VAFB), onde:
ADD = 0
CHGA = 4 (CE de complexidade baixa que virou SE de complexidade baixa)
CFP = 0 (não há conversão de dados)
VAFA = 1
DEL = 0
VAFB = 1

Logo o projeto de melhoria teria 4 pontos de função.

Em ambas abordagens o tamanho da aplicação após o projeto de melhoria fornecerá o mesmo resultado.

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Este informativo pode ser lido também através do link http://www.fattocs.com.br/bif2004-12.asp


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