A SUCESU-SP, através das atividades do Grupo de Usuários de Gestão de
Projetos, apresenta o seminário "Getão de Projetos 2004 - 6ª Edição",
que tem como objetivo principal apresentar o que há de mais recente no
Gerenciamento de Projetos de TI. O evento será realizado dia 27 de
Outubro de 2004 no Frei Caneca Convention Center, em São Paulo.
Esse artigo mostra as diferenças substanciais entre softwares
tradicionais e sistemas de data warehouse, fornecendo guias gerais
para a medição de tamanho funcional destes, bem como considerações
específicas para diferenciar as estimativas de esforço de acordo com
os tipos de elementos de medição.
2. FUNCTION POINT ESTIMATION METHODS: A COMPARATIVE OVERVIEW
Este artigo discorre sobre as características de diferentes métodos de
estimativa de tamanho funcional e sobre um modelo genérico para
benchmark, útil na avaliação de qualquer método de estimativa.
P.: Quais os primeiros passos para a aplicação da APF em minha
organização?
R.: O primeiro passo é identificar claramente quais os objetivos da
organização. A APF pode ser empregada com várias finalidades:
estimativas, unidade de medição de contratos, controle de qualidade e
produtividade, benchmarking, programa de métricas e várias outras.
Cada enfoque específico possui suas particularidades; entretanto
existem aspectos comuns a todos eles, destacados a seguir.
1. Conquiste o apoio do corpo gerencial da organização. Tenha em mente
que os resultados do emprego da APF na organização nem sempre serão
imediatos e que o sucesso de sua utilização dependerá de dedicação e do
emprego de recursos humanos e financeiros, assim como em qualquer
programa que objetive a melhoria de processos.
2. Aproveite as oportunidades. Caso exista algum planejamento para a
implantação de um programa de qualidade na organização como ISO,
Six-Sigma, CMM, PMI, etc., o melhor é aproveitar o momento e o
orçamento para também iniciar o programa de métricas, extremamente
necessário em quaisquer desses projetos.
3. Capacite-se. Conhecer corretamente a técnica é fundamental. É
surpreendente o número de casos que presenciamos em que a APF é
aplicada incorretamente, e que invariavelmente terminam em insucesso. A
referência oficial da técnica é o manual do IFPUG - o CPM (Counting
Practices Manual) versão 4.2.
4. Estabeleça objetivos iniciais modestos. Comece com um projeto piloto
em um sistema simples. Avalie os resultados, efetue as correções
necessárias, revise os objetivos e siga em frente.
5. Esteja ciente das limitações da técnica. Existem domínios de
problema em que a APF não é indicada. Por exemplo, em sistemas de
otimização, a técnica não é adequada para medir as partes com alta
complexidade algorítmica.
6. Na dúvida, faça a analogia com o metro quadrado. Em geral, isto é
suficiente para resolver a questão.
7. Busque ajuda se necessário. Uma consultoria externa pode evitar
"cabeçadas desnecessárias" e agilizar o processo, trazendo experiências
e ajudando a corrigir rumos.
8. Não compare laranjas com bananas. As comparações devem ser feitas
apenas entre projetos que tenham similaridades (processo de
desenvolvimento, plataforma tecnológica, área de negócio, etc).
QUESTÕES DE CONTAGEM
P.: Como contar uma VISÃO (view) de um banco de dados?
R.: Falando de forma geral e avaliando uma VISÃO isoladamente, pode-se
afirmar que uma VISÃO não é um objeto de contagem. Ela
não atende a um requisito de armazenamento, nem tão pouco de transação.
Não é um ALI (Arquivo Lógico Interno), não é um AIE (Arquivo de
Interface Externa), não é uma EE (Entrada Externa), nem uma CE
(Consulta Externa) ou uma SE (Saída Externa). Quanto a ser um objeto de
contagem, pode-se até fazer uma analogia com um índice de banco de
dados. Apenas uma analogia.
Em princípio, não se pode afirmar que uma VISÃO seja uma CE ou uma SE.
Talvez, acompanhada de outras fontes de dados, uma VISÃO contribua no
cálculo da quantidade de arquivos referenciados (AR) de um ou vários
processos elementares, esses sim considerados CE ou SE.
Uma VISÃO pode ter uma lógica bastante complexa e pode envolver a
utilização de diversas fontes de dados. Para efeito de agilizar a
contagem, uma abordagem possível seria relacionar para cada VISÃO da
aplicação ou projeto sendo dimensionado quais são os arquivos lógicos
que ela referencia. Dessa forma, ganha-se agilidade na contagem dos
processos elementares que a utilizam.
Por exemplo, em determinado sistema uma visão gera um sumário com o
total apropriado de horas por funcionário. Neste processo, utilizam-se
como fontes de dados as tabelas de FUNCIONARIO e APROPRIACAO. Ambas as
tabelas foram previamente identificadas como ALI. Dez foram os
processos identificados como "usuários" desta VISÃO. Em cada um desses
processos devemos considerar a possibilidade de contar os ALIs de
FUNCIONARIO e APROPRIACAO como Arquivos Referenciados. Lembre-se de que
um ALI apenas pode ser contado uma única vez como Arquivo Referenciado
para um mesmo processo elementar. Se em algum desses dez processos o
arquivo FUNCIONARIO já tiver sido identificado como AR, não se deve
contar mais um AR, referente à consulta de FUNCIONARIO implícita na
VISÃO, pois ela já foi contada anteriormente para esse processo
elementar.
Outro cuidado importante é verificar se apesar de utilizar a VISÃO, que
consulta FUNCIONARIO e APROPRIACAO, o processo em análise de fato
necessita desses Arquivos Lógicos. Por um descuido de projeto ou
programação, por exemplo, ao invés de utilizar o ALI FUNCIONARIO, o
sistema foi projetado para utilizar a VISÃO. Nesse caso, o REQUISITO do
usuário somente envolve os dados do FUNCIONARIO e apenas ele deve ser
contado como AR.