BOLETIM INFORMATIVO DA FATTO CONSULTORIA E SISTEMAS - OUTUBRO DE 2004



EVENTOS E NOTÍCIAS

1. CALENDÁRIO DE CURSOS DA FATTO

Consulte na página principal do site da FATTO o calendário dos cursos já programados para o ano de 2004.

Breve serão acrescentadas novas turmas e novos cursos!

Os cursos programados são:

- (ÚLTIMAS VAGAS) Capacitação em APF: São Paulo, 09 e 16 de outubro.

- Preparação para Certificação CFPS: São Paulo, 23 de outubro, 08 e 22 de novembro;

- Capacitação em APF: Porto Alegre, 28 e 29 de outubro;

- Capacitação em APF: Vitória, 04 e 11 de dezembro;

Detalhes em http://www.fattoCS.com.br/.


2. GESTÃO DE PROJETOS 2004

A SUCESU-SP, através das atividades do Grupo de Usuários de Gestão de Projetos, apresenta o seminário "Getão de Projetos 2004 - 6ª Edição", que tem como objetivo principal apresentar o que há de mais recente no Gerenciamento de Projetos de TI. O evento será realizado dia 27 de Outubro de 2004 no Frei Caneca Convention Center, em São Paulo.

Acesse http://sucesusp.org.br/gestaodeprojetos/index.ie.php.



RECURSOS

1. SIZE & ESTIMATION OF DATA WAREHOUSE SYSTEMS

Esse artigo mostra as diferenças substanciais entre softwares tradicionais e sistemas de data warehouse, fornecendo guias gerais para a medição de tamanho funcional destes, bem como considerações específicas para diferenciar as estimativas de esforço de acordo com os tipos de elementos de medição.

Para ler o documento acesse: http://www.dpo.it/english/resources/papers/2001-fesma-fpdw-en.pdf.

2. FUNCTION POINT ESTIMATION METHODS: A COMPARATIVE OVERVIEW

Este artigo discorre sobre as características de diferentes métodos de estimativa de tamanho funcional e sobre um modelo genérico para benchmark, útil na avaliação de qualquer método de estimativa.

Para ler o documento acesse: http://www.dpo.it/english/resources/papers/1999-fesma-fpestmet-en.pdf.



PERGUNTA E RESPOSTA

P.: Quais os primeiros passos para a aplicação da APF em minha organização?

R.: O primeiro passo é identificar claramente quais os objetivos da organização. A APF pode ser empregada com várias finalidades: estimativas, unidade de medição de contratos, controle de qualidade e produtividade, benchmarking, programa de métricas e várias outras.

Cada enfoque específico possui suas particularidades; entretanto existem aspectos comuns a todos eles, destacados a seguir.

1. Conquiste o apoio do corpo gerencial da organização. Tenha em mente que os resultados do emprego da APF na organização nem sempre serão imediatos e que o sucesso de sua utilização dependerá de dedicação e do emprego de recursos humanos e financeiros, assim como em qualquer programa que objetive a melhoria de processos.

2. Aproveite as oportunidades. Caso exista algum planejamento para a implantação de um programa de qualidade na organização como ISO, Six-Sigma, CMM, PMI, etc., o melhor é aproveitar o momento e o orçamento para também iniciar o programa de métricas, extremamente necessário em quaisquer desses projetos.

3. Capacite-se. Conhecer corretamente a técnica é fundamental. É surpreendente o número de casos que presenciamos em que a APF é aplicada incorretamente, e que invariavelmente terminam em insucesso. A referência oficial da técnica é o manual do IFPUG - o CPM (Counting Practices Manual) versão 4.2.

4. Estabeleça objetivos iniciais modestos. Comece com um projeto piloto em um sistema simples. Avalie os resultados, efetue as correções necessárias, revise os objetivos e siga em frente.

5. Esteja ciente das limitações da técnica. Existem domínios de problema em que a APF não é indicada. Por exemplo, em sistemas de otimização, a técnica não é adequada para medir as partes com alta complexidade algorítmica.

6. Na dúvida, faça a analogia com o metro quadrado. Em geral, isto é suficiente para resolver a questão.

7. Busque ajuda se necessário. Uma consultoria externa pode evitar "cabeçadas desnecessárias" e agilizar o processo, trazendo experiências e ajudando a corrigir rumos.

8. Não compare laranjas com bananas. As comparações devem ser feitas apenas entre projetos que tenham similaridades (processo de desenvolvimento, plataforma tecnológica, área de negócio, etc).



QUESTÕES DE CONTAGEM

P.: Como contar uma VISÃO (view) de um banco de dados?

R.: Falando de forma geral e avaliando uma VISÃO isoladamente, pode-se afirmar que uma VISÃO não é um objeto de contagem. Ela não atende a um requisito de armazenamento, nem tão pouco de transação. Não é um ALI (Arquivo Lógico Interno), não é um AIE (Arquivo de Interface Externa), não é uma EE (Entrada Externa), nem uma CE (Consulta Externa) ou uma SE (Saída Externa). Quanto a ser um objeto de contagem, pode-se até fazer uma analogia com um índice de banco de dados. Apenas uma analogia.

Em princípio, não se pode afirmar que uma VISÃO seja uma CE ou uma SE. Talvez, acompanhada de outras fontes de dados, uma VISÃO contribua no cálculo da quantidade de arquivos referenciados (AR) de um ou vários processos elementares, esses sim considerados CE ou SE.

Uma VISÃO pode ter uma lógica bastante complexa e pode envolver a utilização de diversas fontes de dados. Para efeito de agilizar a contagem, uma abordagem possível seria relacionar para cada VISÃO da aplicação ou projeto sendo dimensionado quais são os arquivos lógicos que ela referencia. Dessa forma, ganha-se agilidade na contagem dos processos elementares que a utilizam.

Por exemplo, em determinado sistema uma visão gera um sumário com o total apropriado de horas por funcionário. Neste processo, utilizam-se como fontes de dados as tabelas de FUNCIONARIO e APROPRIACAO. Ambas as tabelas foram previamente identificadas como ALI. Dez foram os processos identificados como "usuários" desta VISÃO. Em cada um desses processos devemos considerar a possibilidade de contar os ALIs de FUNCIONARIO e APROPRIACAO como Arquivos Referenciados. Lembre-se de que um ALI apenas pode ser contado uma única vez como Arquivo Referenciado para um mesmo processo elementar. Se em algum desses dez processos o arquivo FUNCIONARIO já tiver sido identificado como AR, não se deve contar mais um AR, referente à consulta de FUNCIONARIO implícita na VISÃO, pois ela já foi contada anteriormente para esse processo elementar.

Outro cuidado importante é verificar se apesar de utilizar a VISÃO, que consulta FUNCIONARIO e APROPRIACAO, o processo em análise de fato necessita desses Arquivos Lógicos. Por um descuido de projeto ou programação, por exemplo, ao invés de utilizar o ALI FUNCIONARIO, o sistema foi projetado para utilizar a VISÃO. Nesse caso, o REQUISITO do usuário somente envolve os dados do FUNCIONARIO e apenas ele deve ser contado como AR.

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Este informativo pode ser lido também através do link http://www.fattocs.com.br/bif2004-10.asp


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