BOLETIM INFORMATIVO DA FATTO CONSULTORIA E SISTEMAS - SETEMBRO DE 2004



EVENTOS E NOTÍCIAS

1. CALENDÁRIO DE CURSOS DA FATTO

Consulte na página principal do site da FATTO o calendário dos cursos já programados para o ano de 2004.

Breve serão acrescentadas novas turmas e novos cursos!

Os cursos programados são:

- Capacitação em APF: Porto Alegre, 23 e 24 de setembro;
- Capacitação em APF: São Paulo, 09 e 16 de outubro;
- Preparação para Certificação CFPS: São Paulo, 23 de outubro, 08 e 22 de novembro;
- Capacitação em APF: Vitória, 04 e 11 de dezembro;

Detalhes em http://www.fattoCS.com.br/.


2. PROMOÇÃO EXCLUSIVA PARA EX-ALUNOS

Todos aqueles que já participaram do curso "Capacitação em Análise de Pontos de Função", seja em turmas abertas ou in-company, e tiverem o interesse em assisti-lo novamente, seja como reforço na preparação para a certificação ou para a atualização de seus conhecimentos, poderão fazê-lo com um desconto de 80% no valor da inscrição.


3. GARANTIA EXCLUSIVA DO CURSO DE PREPARAÇÃO PARA O EXAME CFPS

Caso um participante do curso "Preparação para o Exame de Certificação" não seja aprovado no exame do IFPUG, poderá assistir outra edição do treinamento isento de nova taxa de inscrição.


4. MUDANÇA DE TELEFONE

Comunicamos o novo telefone para contato com a FATTO: (27) 3084-7304.


5. 10TH INTERNATIONAL SOFTWARE METRICS SYMPOSIUM

De 14 a 16 de Setembro será realizado em Chicago (USA) mais uma edição do simpósio internacional de métricas de software. Este simpósio é um dos principais eventos na área da engenharia de software que enfoca a pesquisa e a prática da medição de software e o uso de dados para entender, avaliar e modelar as particularidades dessa disciplina.

Acesse http://swmetrics.org/.



RECURSOS

1. ABORDAGENS PARA ESTIMATIVAS DE PROJETOS DE SOFTWARE - SEM MÁGICAS

Está disponível na área de recursos do site da FATTO o tutorial apresentado na COMDEX em Agosto de 2004 por Carlos Vazquez.

Acesse: http://www.fattoCS.com.br/download/comdex2004.pdf.

2. GUIDELINES TO SOFTWARE MEASUREMENT - RELEASE 2

O Management Reporting Committee (MRC) do IFPUG desenvolveu esta publicação para fornecer uma visão geral das atividades envolvidas na medição de software, essenciais a qualquer programa de melhoria de processos. Esta segunda edição também foi elaborada para constituir o Body of Knowledge (BOK) do novo programa desenvolvido pelo IFPUG em 2004: Software Measurement Specialist Certification.

O documento está disponível para membros (download) ou para compra no site do IFPUG. Acesse: http://www.ifpug.org/publications/guidelines.htm.

3. FP DECISION MAKER

A Total Metrics disponibilizou em seu site um assistente (gratuito) para a contagem de pontos de função - o FP Decision Maker. Trata-se de um tutorial interativo que através de perguntas com respostas sim/não direcionam o usuário para a correta identificação dos elementos da contagem de pontos de função.

Muito interessante para quem está aprendendo e para quem já está na estrada a mais tempo. As perguntas podem ser usadas como um checklist para a validação de uma contagem.

Acesse: http://www.totalmetrics.com/cms/servlet/main2?Subject=List&ID=38.



PERGUNTA E RESPOSTA

* Questão adaptada do Function Point FAQ editado pela Total Metrics e disponível em http://www.totalmetrics.com/cms/servlet/main2?Subject=Content&ID=191.

P.: Como determinar as fronteiras das aplicações e contar as transações quando o usuário solicita funcionalidades do negócio fornecidas por um produto OTS (Off-the-Shelf)?

R.: Antes de qualquer coisa, vamos esclarecer que uma aplicação OTS é aquela utilizada pela organização isoladamente no contexto do negócio, conforme foi adquirida no mercado, ou embutida em uma aplicação do negócio como parte da solução técnica. Seu objetivo é fornecer uma ou mais funcionalidades genéricas como serviço de e-mail, planilha eletrônica, processador de texto, gerador de gráficos, etc.

A contagem desse tipo de aplicação depende exatamente da forma como é utilizada no contexto do negócio, ou melhor, da visão do usuário com relação ao modo que a funcionalidade é fornecida, se isolada ou integrada a outras aplicações. Deve-se ter sempre em mente que toda contagem deve ser realizada de forma independente de tecnologia, considerando as funcionalidades solicitadas e recebidas pelos usuários.

Ao realizar a contagem é importante determinar quando a funcionalidade de uma aplicação OTS será incluída em seu escopo e registrar qualquer consideração tomada com relação a esta aplicação.

Os seguintes aspectos indicam a inclusão das funcionalidades de uma aplicação OTS no escopo da aplicação sendo contada:

1) As funcionalidades da aplicação OTS são embutidas na aplicação sendo contada e não utilizadas como um produto stand-alone;

2) A habilidade de executar as tarefas é um requisito do usuário;

3) As funcionalidades do produto OTS são iniciadas e controladas diretamente pela aplicação sendo contada;

4) Caso apenas parte das funcionalidades do produto OTS seja utilizado pela aplicação sendo contada, conte apenas a parte utilizada.

Ao contrário, os seguintes aspectos indicam a exclusão das funcionalidades de uma aplicação OTS do escopo da aplicação sendo contada:

1) O usuário requer a habilidade de utilizar as funcionalidades da aplicação OTS diretamente;

2) A aplicação OTS é executada como uma aplicação stad-alone;

3) Não existe controle ou limitação do uso do produto OTS pela aplicação sendo contada.



QUESTÕES DE CONTAGEM

P.: Como contar uma funcionalidade que é quebrada em vários formulários de entrada?

R.: Uma das regras mais interessante do CPM é a que define processo elementar. Por um lado, ela evita que uma contagem seja "inflacionada", cita-se: "A menor unidade de atividade com significado para o usuário..."; e por outro lado, ela evita que seja "deflacionada", cita-se: "... completa em si mesmo e que deixa o negócio em um estado consistente".

Como exemplo, em um processo de inclusão de cliente a validação de seu CPF se enquadra na primeira parte (menor unidade de atividade com significado para o usuário), contudo não se enquadra na segunda. A mesma consideração vale para uma consulta em que o usuário informa dados de filtro e recebe como resposta uma relação de dados que atendam aos filtros informados. Simplesmente informar os critérios de filtro por si só não atente a segunda regra, apesar de atender a primeira. Não faria sentido o usuário informar os filtros, comandar o processamento e não ver a resposta.

Em outro exemplo, manter um cadastro de clientes com as funcionalidades de inserção, alteração, exclusão e consulta não pode ser considerado um único processo elementar, pois ele não é a menor unidade de atividade com significado para o usuário, apesar de ser completo.

Para reforçar essa questão com mais exemplos, seguem mais dois exemplos comentados: a reserva de passagem da GOL e o Imposto de Renda da Receita Federal.

A reserva de passagem da GOL é composta por várias páginas:

(1) Na primeira, informam-se as condições de filtro para a pesquisa dos vôos disponíveis. Isso em si é um processo elementar. Quantas vezes um usuário acessa a página com apenas esse intuito? Ele não quer comprar uma passagem, apenas quer saber os horários ou preços dos vôos disponíveis.

(2) Feito isso, o usuário pode selecionar o vôos que lhe interessa e passar para uma página em que lhe é solicitada a confirmação do entendimento das regras da reserva e, opcionalmente, sua identificação. Em seguida, ele preenche os dados (se já estiverem cadastrados serão apresentados para possível alteração). Nesse momento o contato é cadastrado. Mesmo que ele abandone o processo de compra, ainda assim os dados estarão lá. Ele pode querer apenas se cadastrar. Desse modo, essa funcionalidade atende as duas regras do processo elementar.

(3) O usuário informa os dados do cartão para registrar a reserva e efetivar a compra. Tem-se então outro processo elementar. É importante lembrar que os dados informados nos outros processos serão aqui utilizados.

(4) Finalmente, independentemente do registro, mas certamente após ele ocorrer, o usuário é notificado de sua reserva. Tem-se aqui mais um outro processo elementar.

Programa de Declaração do Imposto de Renda:

(1) É possível ao contribuinte informar uma "abinha" por vez. Ele pode entrar no sistema salvar os dados de uma "abinha" e ir embora. Outro dia ele volta eventualmente, consulta a abinha" que preencheu e decide preencher a outra "abinha". A habilidade do usuário digitar e salvar cada "abinha", certamente reflexo dos requisitos de quem quer que tenha especificado o software, ajuda a enquadrar esses processos isoladamente como processos elementares.

Esse assunto é um dos temas que mais contribuem para as inconsistências verificadas nas contagens em pontos de função, por alterar uma informação chave em uma contagem: como identificar os processos elementares envolvidos na contagem.

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Este informativo pode ser lido também através do link http://www.fattocs.com.br/bif2004-09.asp


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