BOLETIM INFORMATIVO DA FATTO CONSULTORIA E SISTEMAS - AGOSTO DE 2003



EVENTOS E NOTÍCIAS

1. RESULTADO DO SORTEIO DA APOSTILA DE ANÁLISE DE PONTOS DE FUNÇÃO

O sorteado do mês passado é de São Paulo-SP: Roberto Nogueira da Costa. O próximo sorteio será no dia 30 de agosto. Para quem ainda não se cadastrou e deseja concorrer basta cadastrar-se no site http://www.fattoCS.com.br/.

2. CURSOS ABERTOS DA FATTO EM SÃO PAULO E VITÓRIA

Continua aberta a inscrição para o curso Capacitação em Análise de Pontos de Função em São Paulo nos dias 25 e 26 de agosto.

Também estão abertas as inscrições para duas turmas do curso de preparação para o exame de certificação do IFPUG: em Vitória nos dias 15, 22 e 29 de setembro e em São Paulo nos dias 24, 25 e 26 de setembro.

O curso de preparação para certificação da FATTO tem garantia exclusiva: caso o participante do curso não seja aprovado no exame do IFPUG poderá assistir outra edição do curso isento de nova taxa de inscrição!

As informações estão disponíveis no site http://www.fattoCS.com.br/.

3. 9TH INTERNATIONAL SOFTWARE METRICS SYMPOSIUM

De 3 a 5 de setembro será realizado em Sidney, Austrália mais uma edição do simpósio internacional de métricas de software. Este simpósio é um dos principais eventos na área da engenharia de software que enfoca a pesquisa e a prática da medição de software e o uso de dados para entender, avaliar e modelar as particularidades dessa disciplina.

Mais informações em http://metric.cse.unsw.edu.au/Metrics2003/index.html.

ARTIGOS

1. A MANAGER'S CHECKLIST FOR VALIDATING SOFTWARE COST AND SCHEDULE ESTIMATES

Este relatório da SEI fornece um checklist para orientar a validação da credibilidade de uma estimativa de custo ou prazo para um projeto de software.

Leia em http://www.sei.cmu.edu/pub/documents/95.reports/pdf/sr004.95.pdf.

2. CHECKLISTS AND CRITERIA FOR EVALUATING THE COST AND SCHEDULE ESTIMATING CAPABILITIES OF SOFTWARE ORGANIZATIONS

Este relatório da SEI fornece um interessante checklist para a avaliação do processo de estimativa de software de uma organização, além de fornecer diretrizes para boas práticas de estimativas.

Leia em http://www.sei.cmu.edu/pub/documents/95.reports/pdf/sr005.95.pdf.

DICA DE PREPARAÇÃO PARA O EXAME CFPS DO IFPUG

Uma das primeiras dúvidas do candidato à certificação é com relação ao tempo de preparação ideal para a prova. Não há um prazo de preparação igual para todos; a variação é muito grande de indivíduo para indivíduo. Se em seu dia a dia o profissional trabalha aplicando a técnica da APF, certamente precisará de menos tempo que outro que o faz apenas de forma esporádica. Logo, quanto mais contagens de pontos de função o candidato fizer, mais consolidados estarão os conceitos da técnica.

Para aqueles profissionais que utilizam softwares ou planilhas de apoio à contagem, atenção para a memorização das fórmulas e tabelas de complexidade e contribuição. Embora os softwares facilitem o trabalho no dia a dia, durante a prova o candidato deverá realizar a contagem manualmente.

Com relação ao material de estudo, o texto de referência mais importante de preparação para a prova é o próprio Manual de Práticas de Contagem, no qual a prova é toda baseada. Não é preciso chegar ao exagero de decorá-lo; mas é importante que ele seja lido atentamente ao menos uma vez durante a etapa de preparação e que não fiquem dúvidas. Algumas questões de prova são baseadas nos seus vários exemplos.

O melhor indicador de preparação do candidato são os exercícios simulados. Na próxima edição do boletim serão abordadas outras fontes de preparação para a prova, inclusive os simulados de prova.

PERGUNTA E RESPOSTA

P.: Quais as orientações gerais para a utilização da APF no processo de benchmarking da produtividade no desenvolvimento de software?

R.: O processo de benchmarking da produtividade do desenvolvimento de software, assim como o de qualquer outro indicador, depende fundamentalmente do seguinte questionamento: sua organização possui internamente dados válidos, comparáveis com aqueles que serão obtidos no mercado?

Na verdade, a importância dessa pergunta pode ser percebida quando se afirma que "não se pode realizar o benchmarking de um dado que não foi coletado". Apesar de parecer óbvia, a simplicidade dessa afirmação desaparece ao se avaliar o esforço necessário para obter dados internos confiáveis, que retratem a realidade da organização.

O processo começa, então, com a coleta desses dados. Deve-se ter em mente que não é suficiente escrever um questionário e entregá-lo para que as pessoas o respondam. É necessário se ter um planejamento para garantir que as definições das variáveis de interesse e as possíveis respostas estejam claras antes de iniciar a coleta de dados. Um maior tempo gasto com tal planejamento visa reduzir o risco da coleta de dados errados e o esforço gasto na validação dos dados.

Agora, por analogia e conhecendo-se o conceito de produtividade, pode-se afirmar que não é possível realizar o benchmarking da produtividade do desenvolvimento de software sem o conhecimento dos dados de tamanho e esforço dos projetos da organização. O tamanho geralmente é medido em Pontos de Função (PF) e o esforço em Horas (H). Conforme já mencionado, a coleta desses dados deve ser realizada de forma que possam ser comparados com os indicadores obtidos no mercado. A chave para o sucesso do benchmarking é a extratificação dos dados. É fundamental que as coletas sejam realizadas segundo a similaridade dos projetos, uma vez que a produtividade pode ser altamente variável dependendo do setor de negócios do projeto, da plataforma de hardware e software, da época em que o projeto foi iniciado, etc.

O benchmarking é realizado, então, sob a mesma extratificação adotada no momento das coletas dos dados internos à organização. Contudo, nesse momento ainda é necessário observar atenciosamente algumas outras questões, na tentativa de explorar o nível de adequação do indicador a um determinado projeto ou ambiente:

a) Os critérios de coleta de horas utilizados na elaboração dos indicadores de mercado são compatíveis com os utilizados na organização?

Por exemplo: quantas horas são consideradas em um mês de trabalho (126, 160, 168, etc.)? Qual a carga horária diária de trabalho (4, 6, 8, etc.)?

b) O método de contagem do tamanho funcional utilizado na elaboração do indicador de mercado é compatível com o da organização?

Por exemplo: utilizou-se o fator de ajuste definido pelo método do IFPUG?

c) As atividades envolvidas, os produtos gerados, a metodologia adotada envolve a mesma utilização de recursos que o contexto em análise exige?

Por exemplo: quais modelos de projeto e diagramas são utilizados? Existem papéis definidos para cada atividade realizada, inclusive para implementar o controle de qualidade dos projetos?

d) Mesmo sendo diferentes, o risco desta variabilidade é aceitável?

Um outro fator a ser considerado é a importância da atualização dos dados utilizados no benchmarking. No mais, vale ressaltar que quanto mais projetos forem utilizados no processo de benchmarking, melhor. Após tomados todos os cuidados necessários, se ainda houverem dúvidas quanto aos resultados obtidos para a produtividade do desenvolvimento de software, utilize um intervalo ao invés de um valor exato para o indicador.

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Este informativo pode ser lido também através do link http://www.fattocs.com.br/bif2003-08.asp


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