Uma pergunta muito freqüente direcionada à comunidade de métricas é quanto
à produtividade (Ponto de Função/Homem Dia) ou taxa de entrega
(Homem Hora/Ponto de Função) esperada em determinadas plataformas computacionais
e linguagens de programação.
Isso é natural, dada a importância do esforço estimado no planejamento de projetos.
O esforço além de ser insumo para estimativa de prazo, costuma ser o principal
componente de custo em projetos de software e é também fundamental para o
processo orçamentário. Em tese, é simples.
Basta multiplicar a estimativa de tamanho funcional, obtida utilizando qualquer
das técnicas aprendidas no curso
Capacitação em Análise de Pontos de Função,
pela taxa de entrega. No entanto, qual taxa de entrega deve ser utilizada?
Nenhum número substituirá aqueles extraídos dos dados de sua própria organização.
Ao medir/estimar um projeto utilizando a técnica de Análise de Pontos de Função
uma série de aspectos não são considerados. Estes aspectos compõem o chamado
"tamanho técnico" da aplicação. Atualmente não existe nenhuma métrica
padronizada para medí-los e eles são fundamentais para que pontos de função
possam ser usados consistentemente para estimativas. A figura seguinte essa
ilustra a dinâmica:
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Por exemplo, imagine dois projetos, ambos fornecendo a mesma funcionalidade,
um codificado em Java sem o uso de um framework e outro também em Java, porém
com um framework extremamente poderoso. O primeiro certamente consumirá um
esforço muito superior ao primeiro apesar de ambos terem o mesmo número de
pontos de função. Se ao estimar um, usássemos a taxa de entrega do outro para
estimar o esforço, teríamos péssimas estimativas.
Uma forma de considerar o "tamanho técnico" é pela criação de perfis que
compreendam características comuns desconsideradas pela APF e que impactem
a produtividade em termos de pontos de função.
A principal intenção desse trabalho é a definição do menor número de perfis,
ou categorias, que compreendam o maior número de aspectos com impacto na
produtividade e estabelecer critérios que permitam o
enquadramento de um novo projeto e fornecer a produtividade de cada categoria.
Ele consiste de uma fase de medição e coleta de dados e outra de análise.
Na fase de medição, nossa equipe mede diversos projetos. Os dados de esforço,
prazo e custo destes projetos são coletados e classificados em termos de seus
aspectos não funcionais previamente definidos.
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Na fase de análise, nossos consultores buscam identificar relações de correlação,
causa e efeito nos dados tabulados na fase anterior. Com base nestas relações,
definimos as categorias, para em seguida estabelecer os respectivos indicadores de
produtividade. Esse trabalho é repetido até que seja montada a melhor configuração.
O critério de avaliação é a comparação entre os dados reais dos projetos tabulados e
os dados projetados utilizando os números gerados para a categoria em que cada
projeto se enquadra. O diagrama abaixo ilustra esse trabalho:
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Implantacao APF - introdução
Planejamento e Mobilização
Formação da equipe e "Baseline" de métricas
Inserção da APF nos processos
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